Postado dia 14/05/2011 às 00h00 - Atualizado em 20/09/2014 às 18h24

Como vai companheiro?

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Eu ainda estava na mercearia da esquina, perto da farmácia do Zequinha, em Armação, quando conheci Osmar Carta. Isso lá pelos anos 70, quando o Brasil comemorava a conquista definitiva da Taça Jules Rimet... Dentre os amigos de Curitiba, entre outros: Paulo Müller Aguiar, Auli Pelissari de Quadros, Mário Saporiti, estava aquele cidadão sempre alegre, que cumprimentava a todos como velho amigo. Sua voz inconfundível ecoava quando adentrava na loja... Como vai, Companheiro? Esse era Osmar Carta, seresteiro, apaixonado pela música, exímio tocador de violino. Com prazer transcrevo a mensagem que recebi de seus filhos, dedicando a coluna de hoje:



Por sua admiração pelo litoral catarinense e, em particular, pela Armação de Itapocorói e pela Petisqueira Alírio, que frequentava com seu inseparável violino, Osmar Carta, em 1969, adquiriu dois terrenos, do Loteamento Bom Retiro, na época, recém lançado na Penha, erigindo, imediatamente, em um deles, o primeiro imóvel desse recanto da Praia do Quilombo, uma casa de madeira com cerca de 140 m2, em frente ao mar, em cuja varanda executava, com maestria, chorinhos ao violino, aplaudido por quem passava, casa essa, hoje, substituída pela construção de três sobrados pertencentes a seus filhos, que, ao conjunto, denominaram Solar Neusa e Osmar.



Pioneiro, Osmar Carta acabou por levar a luz elétrica para esse local, dirigindo-se à Celesc, então, em Joinville – SC, que forneceria a mão de obra, desde que o custo do material necessário (nove postes, cabos elétricos, etc.) ficasse a expensas do solicitante, valor esse que se tornou superior ao da construção da casa, que, assim, única e intensamente iluminada, serviu, não raras vezes, de ponto de referência, até mesmo para embarcações.



Em sua homenagem, a Lei nº 2220/08, sancionada, pelo Prefeito Municipal de Penha, Sr. Julcemar Alcir Coelho, autorizou a denominação de Rua Osmar Carta à transversal que parte da Rua Prefeito Assis, até encontrar-se com a Rua Germano Conrado, na Praia da Saudade.



Comungando da afeição que Osmar Carta e sua amada esposa e eterna namorada, Neusa Carta, dedicaram a este balneário catarinense, seus filhos, netos e bisnetos, sensibilizados, agradecem.



Neumar, Marlise e Luciano Carta.