Postado dia 22/10/2011 às 00h00 - Atualizado em 20/09/2014 às 18h24

Direito e Razão

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Sempre se ouvirão vozes em discordância.

Com esta célebre frase de John Kennedy, dá pra entender o que é Parlamento e por que foi criado. Isso remonta aos velhos tempos, levado à prática de forma semelhante nos dias atuais. Assistindo à sessão da Câmara Municipal de Penha, na segunda-feira 10/10/2011, comparei às sessões do Congresso Nacional quando se discutia a construção de Brasília... A Capital da República ainda era no Rio de Janeiro e naquele ano de 1957 assisti a uma sessão no Palácio Tiradentes, presidida pelo então Deputado Federal Ranieri Mazzilli. Em 1959, fui assistir novamente e o presidente da Casa era Ulisses Guimarães. Acusações, debates, altos custos... As mesmas atribuições que se conhecem hoje. Na Assembléia Legislativa é semelhante. Nas Câmaras municipais, da mesma forma: cada uma com seus assuntos em pauta. Parlamento é isso: falar, discutir, aprovar, rejeitar, reiterar, negar... Em 1963, quando presidi a Câmara Municipal de Penha, não foi diferente: fatos relevantes marcaram as duas primeiras gestões (1959/63 e 1964/68): a deposição do primeiro Prefeito eleito, a emancipação de Piçarras, o falecimento do Prefeito Zito, a Intervenção Federal... Sobretudo, quero dizer que a Sessão do último dia 10 de outubro foi muito bem conduzida e movimentada. Plenário lotado, oposição e situação se debatendo, a platéia na expectativa, clima de tensão, nervos acirrados, manifestações populares, começo de tumulto, protestos, enfim, o presidente manteve a ordem, fez sua explanação e convidou a todos para a sessão do próximo dia 17. É interessante observar que o público aflui mais quando o assunto em pauta é polêmico. Pelo menos assim se conhece como funciona o Poder Legislativo.