Postado dia 05/06/2014 às 16h02 - Atualizado em 15/09/2014 às 18h53

A polêmica Lei da Palmada

None

Foi aprovada pelo Senado no dia 05/06/2014 a “Lei Menino Bernardo”, a popular “Lei da Palmada”. São muitos os argumentos a favor e muitos contra. Para quem defende o projeto, a certeza de que a “Lei da Palmada” dará segurança às crianças e adolescentes contra os castigos físicos e psicológicos mais severos e extremos. Embarcando na lei, castigos mais leves (palmadinha) também estão proibidos tornando as crianças e adolescentes praticamente intocáveis quando se trata de agressões.

Já para aqueles que atacam a “Lei da Palmada”, a certeza absoluta de que isso prejudicará a educação dos filhos, tornando insustentável conviver com pessoas que crescerão sem limites. Existe a mentalidade coletiva de que no passado era assim que os pais educavam com sucesso os filhos.

Penso que devemos dar limites às crianças. E o ideal é dar limites através do diálogo. Mas nesse mundo onde papai e mamãe trabalham nem sempre dá tempo de ter alguns minutos de conversa diária com os filhos. A lógica é que os filhos chamam atenção para si, muitas vezes de maneira negativa, quando os pais estão ocupados. E, ao invés de carinho e diálogo (é o que querem), a agressão é o que recebem como punição. Em alguns casos a criança é tão negligenciada pelos pais que até uma palmada “serve” como carinho. O problema não é a criança; o problema é a falta de diálogo. Filho quer atenção! Se você não der, dependendo da fase da criança, ela vai fazer birra, xingar, fugir de casa, agredir o irmão, não estudar ou não comer nada que esteja no prato. Quando a gente bate no filho é porque perdemos o controle... E perdendo o controle, perdemos o comando de nós mesmos e a possibilidade de dialogar. Se tivéssemos mais diálogo com nossos filhos essa “Lei da Palmada” seria totalmente desnecessária.