Postado dia 13/09/2015 às 12h07 - Atualizado em 11/10/2015 às 12h09

As maiores vítimas da guerra

Quem não se comoveu com a imagem do menininho sírio, Aylan Kurdi, já sem vida nas areias de uma praia não tem filho ou possui um coração de pedra. Aylan é mais uma vítima da guerra, da intolerância, da ganância e do desrespeito aos Direitos Humanos. Mas quais seriam os motivos que levaram os pais do menino Aylan fugir da Síria?


Os conflitos na Síria já completaram 4 anos. Desde 2011, tropas leais ao Governo, rebeldes, forças curdas e o Estado Islâmico brigam pelo poder. Mais de 240 mil pessoas já morreram. Deste total, 12 mil crianças. Foram 12 mil crianças com destino parecido ao de Aylan. As crianças são as maiores vítimas de uma guerra. Na Síria não é diferente. As crianças são usadas como soldados, mão de obra na fabricação de bombas e até moeda de troca. Fugir do país de origem, como os pais do menino Aylan tentaram fazer, é uma atitude desesperadora.


Os destinos da maioria dos refugiados são os países europeus que, além de não atravessarem ótimo momento econômico, não costumam aceitar bem refugiados. Claro, em relação aos sírios, Alemanha, Islândia e Suécia, estão ajudando de maneira incrível. Mas países que ao longo da história saquearam o planeta inteiro (Inglaterra, Itália, Portugal, Espanha e França) já fecharam as portas há tempos. Maldade!


Nesse jogo de egoísmo e ambição lembrei-me de várias crianças vítimas das guerras... Imaginei, ao relembrar diversos momentos históricos, as crianças vítimas do Holocausto, as africanas transportadas à América para o trabalho escravo, as meninas vítimas do Boko Haram (Norte da Nigéria) e as mortas ou mutiladas na Faixa de Gaza.