Postado dia 13/09/2014 às 18h54 - Atualizado em 15/09/2014 às 19h46

Somos Todos Humanos

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Não há nada mais ofensivo para um negro do que chamá-lo de macaco. E as razões são históricas! Quando vi pela TV os pedidos de desculpas da jovem gremista que xingou o goleiro Aranha, tive duas constatações: 1º o que a moça lamentou mesmo foi a eliminação do Grêmio na Copa do Brasil e; 2º total desconhecimento da história da humanidade. A moça e seu advogado argumentaram que não foi racismo chamar o goleiro de macaco. Será mesmo? Mas afinal, como começou essa história de chamar negros de macaco?

Existiu um cientista chamado Charles Darwin (1809-1882). Esse cientista pesquisou bastante sobre a evolução das espécies (teoria da seleção natural / teoria evolucionista) contrapondo o que a Igreja dizia (teoria da criação). Geralmente se estuda isso no 6º ano do Fundamental e 1º ano do Ensino Médio. Muitos passaram a seguir as ideias de Darwin e entenderam que alguns homens evoluíram (europeus) e outros continuaram bastante próximos aos macacos (africanos e indígenas). Essa idéia serviu para justificar as explorações na África e América. Daí o xingamento, daí a ofensa! Negros e indígenas eram chamados de macaco séculos atrás. Contudo, o ressentimento do negro com o xingamento é fortíssimo em toda América por conta de tudo que a população afro sofreu com a escravidão.

Chamar um negro de macaco é negar sua condição humana. É dizer que ele é humanamente inferior! É a mesma coisa que dizer que o negro não tem direitos civis por ser um animal ou um semi-humano. É simples entender isso, penso eu. Não precisa manual. O negro não é “sensível demais” ou “mal humorado” quando se irrita com a comparação. A pele de um negro tem séculos de história ligada à tentativa de colocá-lo a um ser inferior. E infelizmente isso ainda acontece (não somente no meio esportivo). Acontece na política, na moda, nas empresas, na TV, no cinema e no imaginário de algumas pessoas que pensam serem privilegiados por supostamente receberem mensagens diretamente de Deus.