Postado dia 04/06/2009 às 00h00 - Atualizado em 15/09/2014 às 18h53

A grande fábrica

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Quando pensamos em desenvolvimento e progresso, logo vem na mente de muitas pessoas uma grande fábrica com inúmeros trabalhadores e que muitas delas fariam as cidades serem evoluídas e com muito progresso.

Em épocas de eleição é o sonho de muita gente, só se escuta da boca de políticos, principalmente dos candidatos a prefeito, promessas para trazer indústrias pra nossa região.

Mas você sabia que nossa região já foi muito industrializada e com várias fábricas, inclusive pequenas que geravam muitos empregos?

Vejamos a primeira indústria a se instalar no Brasil. Foi a da fabricação de açúcar; os engenhos, que mesmo artesanalmente formavam uma grande fábrica. Fazer açúcar exigia várias etapas. Primeiro, ter terras para plantação da matéria prima, que era a cana. Segundo, ter mão- de- obra, que na maioria dos casos era utilizada força de trabalho escrava de negros. Terceiro, ter o engenho propriamente dito, com uma moenda para produzir a garapa ou o caldo de cana e, em seguida, levá-lo para tonéis que eram tanques no qual era armazenado o caldo para entrar em fermentação.

Depois de fermentado o caldo ia para tachos de cobre que eram aquecidos. A lenha servia para fazer o fogo que aquecia os tachos no qual o caldo, aos poucos, em fogo brando, ia se transformando em mel. Depois este mel era levado para outro tonel e agitado para que se cristalizasse e, aí sim, formasse o açúcar. Trata-se ou não, de uma fábrica?

Pois bem, os engenhos também fabricavam e ainda fabricam outros produtos, como o melado de cana e a famosa cachaça. Também há os que fazem farinha de mandioca, farinha de milho, farinha de trigo e aí vai.

Mas então, porque nossa região poderia ser considerada uma região industrial? Seguindo o modelo de fábrica dos engenhos, só em Penha, nos anos cinqüenta do século XX, existiam mais de 80 engenhos que produziam do açúcar à farinha de mandioca, melado e cachaça principalmente, e formavam uma rede que empregava inúmeras pessoas, especialmente os membros da família dos proprietários de engenho.