Postado dia 19/05/2009 às 00h00 - Atualizado em 15/09/2014 às 18h53

Os caminhos do interior

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Hoje quem for ao interior de Balneário Piçarras se deparará com uma paisagem de casas espaças, empresas, propriedades rurais, umas em atividades, outras não, em um universo de seis comunidades, a de São Braz, Lagoa, Rio Novo, Morro Alto, Mededeirinhos e Nova Descoberta.
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Antes dos anos cinqüenta do século passado, as condições eram outras. A maioria da população morava no campo e dele tirava seu sustento. Piçarras não era diferente. O Centro era o local menos ocupado, com poucas moradores, em sua maioria pescadores, e um ou outro armazém de secos e molhados. O forte mesmo era o Interior, onde moravam muitas pessoas, que produziam grande quantidade de alimentos, ainda havia as olarias que faziam tijolos e telhas que eram comercializados em toda região. Uma evidência muito forte da grandeza, é que cada localidade, nesta época já tinha sua igreja (Católica), com exceção de Medeirinhos que só recentemente teve uma construída. Portanto, onde se havia muitas igrejas, significava muitos fieis.
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Um dos processos que levou ao declínio da população campal foi o êxodo rural, provocado pela mecanização do campo que ocorreu em todo Brasil e induziu muitas pessoas a deixarem o campo para morar nas cidades a procura de trabalho.
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Mas em Piçarras, o principal motivo foi à instalação da Usina de cana-de-açúcar que comprou a maioria das terras produtivas e onde antes havia uma vasta produção, se introduziu a monocultura da cana-de-açúcar. Muitas pessoas acabaram sendo levados a venderem suas propriedades e foram morar em outros lugares.
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Hoje não temos nem a usina, nem a produção de cana-de-açúcar, e muitas terras ficaram improdutivas devido à intensa produção desta planta que aos poucos foi minguando o solo e deixando-o infértil. Mas o interior continua lá, grande, com sua gente forte e corajosa por resistir a todas as dificuldades e levando a diante os caminhos e sonhos do interior.