Postado dia 22/12/2016 às 12h21 - Atualizado em 22/12/2016 às 12h41

Bancada governista articula ampliação em 2017

Chapa da mesa diretora não só garante unidade da coligação, como poderá contar com votos de outros vereadores

Ø Já está montada a chapa que deverá concorrer a mesa diretora da próxima legislatura. A vereadora Maria Juraci (PMDB) virá como presidente, Isac da Costa (PR) como vice, Maurício Dobrowski (PROS) 1º secretário e Everaldo Dal Posso, o Italiano (PMDB), como 2º secretário.

Ø A mesma sequência deverá ocupar a presidência da casa agora que o mandato foi reduzido para um ano: Isac em 2018, Maurício em 2019 e Italiano em 2020.

Ø O acordo não só garantiu a unidade da coligação que elegeu o prefeito Aquiles da Costa (PMDB), como pode vir a ter até votação unânime dos demais vereadores. Pelo menos um voto estaria garantido para a chapa de Juraci: O do vereador Toninho (DEM), que também integraria a bancada governista, computando 7 votos de apoio ao futuro prefeito.

Ø Os futuros governistas estão com conversas estreitas com pelo menos mais um dos vereadores do pretenso “bloco de oposição”, e o edil teria afirmado que não pretenderia se dedicar a oposição, mas sim ao seu mandato e aos compromissos que firmou com os eleitores durante a campanha. O novo governo busca conquistar pelo menos dois terços da câmara para garantir mudanças na lei orgânica necessárias para o novo modelo de gestão pública, que incluirá reforma administrativa, mudanças no plano diretor, e criação do orçamento comunitário.

Ø Curiosamente, durante a votação do projeto de lei que aprovou a redução de mandato da mesa diretora para um ano, o vereador Felipe Rebello Schmidt (PSD) foi o único que se absteve. Sua militância criticou amplamente a alteração nas redes sociais. Logo ele, que praticamente “inaugurou” a tendência na câmara de Penha, quando fez um acordo com o vereador Clóvis Bergamaschi (DEM) para que cada um fosse presidente por apenas um ano, ao invés de dois como previsto no regimento interno, para conseguir montar a chapa que lhe deu a direção da casa em 2015.

Ø O comportamento de Felipe parece cada vez mais com o “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”: Em 2014, quando a vereadora Márcia Pinheiro (PSDB) tentou moralizar o atendimento dos pacientes com consulta agendada no sistema público de saúde, que muitas vezes ficavam meses a espera de exame e cirurgias porque eleitores da atual administração (inclusive de Felipe) furavam a fila, o vereador, que é presidente da Comissão de Redação e Justiça, barrou o projeto alegando que era inconstitucional, porque “caberia a secretaria da saúde determinar o agendamento das consultas, e não os vereadores”.

Ø Agora, dois anos depois, no apagar das luzes do mandato, quando Márcia teve que se ausentar da câmara por problemas de saúde, qual não foi a surpresa de a toque de caixa o mesmo projeto aparecer assinado pelos vereadores Felipe e Jefferson Ademir Custódio (PSB), rapidamente ser aprovado na comissão de redação e justiça (ainda presidida por Felipe), como se não houvesse problema algum, e ir para o plenário receber a aprovação que merecia desde dois anos atrás?

Ø No entanto, há mais nisso do que “rapinagem” do projeto alheio que eram contra quando estavam na administração, mas não veem problema algum em propor transparência quando não estarão mais no governo: De fato, tornar pública a lista da ordem de atendimento é cada vez mais comum em várias cidades brasileiras. Coisa determinada normalmente, sem precisar de interferência dos vereadores, como inclusive o próprio Felipe argumentou em 2014 quando barrou o projeto de Márcia. Por conta disso, no seu PROGRAMA DE GOVERNO, Aquiles já havia incluído a proposta, que a nova gestão pretendia implantar a partir do ano que vem. Programa que foi impresso e distribuído durante a campanha eleitoral. Outro dado curioso: essa proposta NÃO SE ENCONTRAVA no plano de governo registrado na Justiça Eleitoral por Felipe Rebello e seu vice, Jefferson Custódio.

Ø Em suma, Felipe quer que o prefeito Aquiles faça o que ele já pretendia fazer, e o que ele (Felipe) NÃO PRETENDIA FAZER, haja visto seu plano de governo – e que não deixou fazer quando teve chance, dois anos atrás. Na inevitabilidade da ação do novo governo – de moralizar as consultas a pacientes em Penha – o vereador simplesmente quis roubar o mérito pra si, provavelmente para listar como mais uma das suas “conquistas” no programa eleitoral de 2020.

Ø Houvesse um prêmio “Cara de Pau 2016” para os políticos de Penha em alguma publicação, Felipe com certeza ganharia a capa da revista.