Postado dia 19/07/2014 às 17h47 - Atualizado em 15/09/2014 às 19h46

Eleições Gerais colocam PSD e PSDB penhense em lados opostos

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Terminada a copa do mundo, os políticos locais se concentram para dar início a campanha eleitoral de 2014. As eleições gerais estão sendo consideradas por muitas lideranças locais como ensaio e preparação para o pleito municipal de 2016.

A vitória de deputados aliados que possam ajudar na campanha de 2016 é considerada fundamental pelas siglas. Para tanto é preciso tanto o candidato ganhar quanto ter boa votação em Penha para ter essa “dívida” com os correligionários locais.

Outro ponto é medir a inserção de votos de cada partido. Historicamente, o partido a frente do governo municipal faz melhor votação para deputado no município. Já foi assim em 2006 com Deba e João Mattos, quando o PMDB governava Penha, e em 2010 com Dado Schrem e Marco Tebaldi, já no reinado do PSDB.

O grande número de cabos eleitorais a disposição da sigla no governo municipal é considerado o principal trunfo. Alguns secretários e diretores chegam até a tirar suas férias durante a campanha para se dedicar as eleições. E toda hora é hora de pedir voto, principalmente quando se está atendendo a população, conseguindo agendar uma consulta médica, uma vaga na creche, uma carrada de barro, etc...

Esse ano, os candidatos do prefeito e seu núcleo mais próximo deverão ser Marco Tebaldi a deputado federal, e Leonel Pavan a deputado estadual. O coordenador da campanha será o vereador Jefferson Ademir Custódio. Outros tucanos deverão fazer campanha para outros candidatos do PSDB, mas a dupla acima deve contar com o maior número de adesões.

Além de eleger seus deputados, o PSDB de Penha considera fundamental que o candidato a governador Paulo Bauer ganhe em Penha, como forma de comprovar a hegemonia do PSDB. O resultado serviria tanto pra minimizar a força do PMDB, quanto para “colocar o PSD no seu devido lugar” e arrefecer suas pretensões numa composição majoritária.

Uma vitória de Raimundo Colombo em Penha poderia acender uma “luz de emergência” no paço municipal caso o PMDB e o PSD se aproximassem como aliados de uma futura eleição municipal. Com certeza o cacife do PSD aumentaria muito e garantia-lhe no mínimo a vaga de vice em qualquer uma das duas chapas.

No entanto, as direções de ambas as siglas ainda não sentaram para conversar. Os peemedebistas de Penha queriam chapa própria do PMDB nessas eleições estaduais, e o diretório municipal do PSD tem uma ligação histórica com o candidato a senador do PSB, Paulinho Bornhausen, que ajudou a construir a sigla em Penha. Parte da negociação dos votos dos peemedebistas para Raimundo Colombo passaria pelo apoio dos sociais-democratas para o candidato ao senado do PMDB, o ex-prefeito de Florianópolis Dário Berger.

O PSD de Penha inclusive pretendia apoiar Paulinho Bornhausen a deputado federal, mesmo ele estando no PSB, nessas eleições. Com sua candidatura ao senado, os sociais-democratas agora estão discutindo quem deverão apoiar. Os nomes mais cogitados são do ex-prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinubing, e do ex-prefeito de São José, César Souza Filho. Para deputado estadual, a sigla fechará com Jean Kullmann.