Postado dia 22/06/2016 às 18h21 - Atualizado em 22/06/2016 às 21h04

Baleia Jubarte é vista com filhote na Ponta da Vigia

Fonte: rádio Aquarela FM

O marinheiro Bruno Passos, 25 anos, ficou encantado com o que viu ontem, próximo à costa de Itajaí. Apesar da profissão o levar ao mar quase que diariamente, foi a primeira vez na vida que viu uma baleia. Aliás, uma não, duas. “Foi muito show. A gente vê na TV, mas ver ao vivo é bem mais legal”, comentou. Em dois dias, foi o segundo avistamento de baleias na nossa região.

Bruno é piloto da Praticagem de Itajaí. “Era mais ou menos umas 10h30 da manhã quando a gente viu, perto da primeira boia”, conta, referindo-se a uma das sinalizações da saída da boca da Barra do rio Itajaí, que segundo ele fica a aproximadamente três milhas (algo perto de 4,8 quilômetros).

Segundo o marinheiro, eram dois animais que brincavam no mar. Um, acredita, seria o filhote porque era menor. “Não chegava a 10 metros”, estima, completando espantado: “Deu uns dois saltos”. Bruno diz que não foi possível se aproximar muito. “Elas ouviam o barulho da lancha e saíam rápido”, conta.

Na segunda-feira, outras duas baleias foram avistadas pelos técnicos do projeto de Monitoramento das Praias da Univali. “Era possível vê-las do alto da Ponta da Vigia, em Penha”, diz o oceanógrafo Jeferson Luís Dick, gerente operacional do projeto.

As baleias de Penha, afirma o especialista, eram da espécie Jubarte. As avistadas por Bruno e pelos companheiros, segundo o oceanógrafo, podem ser tanto Jubartes quando as baleias francas.

O que intriga os especialistas, diz Jeferson, é que as jubartes não costumam nadar tão perto da costa. Já houve outros relatos da mesma espécie encostando no litoral. “Os pesquisadores ainda não tão sabendo explicar direito qual fenômeno está trazendo elas pra costa”, completa.

As jubartes e as francas vem do continente Antártico. As francas costumam ficar por aqui. As jubartes vão até o arquipélago de Abrolhos, que fica no nordeste brasileiro quase no meio do oceano, para procriar ou amamentar os filhotes já nascidos. As francas também chegam com o inverno, a procura de águas menos frias.