Postado dia 30/03/2017 às 10h11 - Atualizado em 31/03/2017 às 10h50

Assistência Social vai iniciar monitoramento de moradores de rua

Reunião traçou estratégias para dar apoio a sem tetos de Penha
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Penha

Aconteceu na última segunda-feira, dia 27, uma reunião na Secretaria Municipal de Assistência Social, com presença da equipe da pasta, representantes das secretarias de saúde, educação, polícia militar e gabinete do prefeito, com objetivo de discutir a situação dos moradores de rua de Penha.

Segundo dados da Assistência Social de Penha, há pelo menos 60 moradores em situação de rua na cidade. A reunião traçou estratégias para lidar com esse problema, começando pelo monitoramento dos sem-teto. “São pessoas em condições de extrema vulnerabilidade social”, conta o Secretário de Assistência Social de Penha, Sérgio de Mello. “Queremos dar apoio para que saiam dessa condição se elas desejarem sair, ou que suas condições de vida não sejam tão ruins”, explica.

A comissão elaborou uma estratégia de abordagem que constituirá em duas etapas. Na primeira, será feito um mapeamento de onde estão e quem são os moradores de rua de Penha; atendimento de saúde imediato, com exames e tratamento; determinar se o local onde pernoitam não é inadequado, e buscar soluções nesse sentido.

Na segunda etapa, os moradores de rua serão encaminhados ao CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social), onde receberão atendimento psicológico, e incentivados a buscar melhorias nas suas condições de vida. “Coisas simples como tomar um banho, obter novas roupas usadas que vamos arrecadar através de doações, um corte de cabelo, que serão feitas também no CREAS, fazem muita diferença para essas pessoas”, acredita o secretário.

Sérgio conta que pelo menos 16 moradores em situação de rua já foram encaminhados para suas cidades de origem pela secretaria: “Entramos em contato com suas famílias e os convencemos a voltar, pagando sua passagem”, descreveu. Outra atuação será no sentido de recuperação de dependentes químicos, problema que afeta muitos sem-teto: “Estamos fazendo um convênio com o sítio Caminho Novo, em Balneário Piçarras, onde poderemos enviar as pessoas nessa situação que quiserem se recuperar”, adiantou. Nessa entidade, os pacientes ficam internados, até que se recuperem, e possam reconstruir suas vidas a partir dali.