Postado dia 13/11/2015 às 09h58 - Atualizado em 16/11/2015 às 12h30

Autoridades cobram agilidade do Estado em processo de demarcação marinha

Segundo a Secretaria de Agricultura e Pesca de Penha, ação estadual precisa ocorrer ainda este ano, antes do plantio, caso contrário a demarcação ocorrerá somente em 2017.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Penha

A Secretaria de Agricultura e Pesca de Penha, junto de representantes da maricultura local, estiverem em Florianópolis na terça-feira, 10, para da Secretaria de Estado de Agricultura e Pesca agilidade no processo de demarcação das novas áreas de cultivo no município. Segundo o secretário, Luiz Fernando Vailatti, o Ferrão, se o processo não começar ainda este ano a demarcação será feita somente em 2017, em virtude do período de plantio dos mexilhões.

"Nosso intuito foi conscientizar o Governo do Estado de iniciar esse processo ainda este ano. Estamos quase nos aproximando do período de plantio e se isso ocorrer antes da demarcação, o trabalho será adiado em um ano, afinal, o maricultor não poder ser prejudicado", resumiu Ferrão, citando ainda que o Estado não se posicionou quanto ao começo dos trabalhos. "Mas nossa pressão não vai terminar", acrescentou. O trabalho vai organizar e afastar a produção, aumentando as toneladas e melhorando a qualidade do marisco de Penha.

A conversa foi diretamente com o secretário de Estado, Moacir Sopelsa, e o diretor de Política da Agricultura Familiar e da Pesca, Hilário Gottselig. O discurso de Penha ganhou força comGilberto Manzoni (professor da Univali e responsável técnico da unidade de beneficiamento de moluscos de Penha), Giovane Dias (presidente da associação de Maricultores) e João Cunha maricultor cooperado. O deputado estadual, Maurício Skudlark (PSD) também participou.

"Estamos preocupados com o futuro, pois se os parques do município não forem demarcados até o final do ano, somente será feito esse reordenamento dos produtores no ano de 2017. Por isso pedimos atenção e respeito do Estado, principalmente porque somos o único município do Estado que possui uma unidade com Selo de Inspeção Federal. Penha é exemplo no País e não podemos perder mais espaço por falta de atitudes mais contundentes", fortaleceu seu discurso, Ferrão.

Com a demarcação através de boias na cor laranja e o afastamento das fazendas marinhas, a expectativa é de que a produção de Penha volta a casa das três mil toneladas anuais. "Nosso município teve uma queda de 60% na produção em função do processo de reordenamento. Esse novo trabalho é crucial para nossa evolução", finalizou o secretário.As boias fazem o papel do muro que separa uma propriedade da outra.

Segundo a Epagri, em 2014, Penha produziu 1.132 tonelada, contra 1.750 tonelada em 2013 e 2.930 toneladas em 2012, quando a cidade ficava atrás somente de Palhoça, que produzia 13.753 toneladas. Entre 2013 e 2014, a queda foi de 35%, índice que se eleva para 61% se for comparado com 2012. A produção de Penha provém de 63 hectares distribuídos em onze áreas de sua costa.

Com o afastamento da produção de Penha - para mais distante da Costa - técnicos da área citam que haverá considerável melhora na qualidade do produto. "Não teremos a maior produção do Estado, mas certamente nosso produto terá uma qualidade acima dos demais, por estaremos em um mar mais aberto e puro", explica o professor da Univali, Gilberto Manzoni.

Com as fazendas marinhas regularizadas, os maricultores também terão mais facilidade em acessar políticas públicas e financiamentos bancários.