Postado dia 01/06/2017 às 20h35 - Atualizado em 01/06/2017 às 20h37

Chuvas intensas voltam a alagar ruas de Penha

Mais de 150 milímetros de água caíram nas últimas 72 horas
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Penha

As intensas chuvas que alagaram 66 cidades e deixaram 294 pessoas desabrigadas e 164 desalojadas em toda Santa Catarina, também afetaram a cidade de Penha, que ainda se recupera dos alagamentos ocorridos quase um mês atrás, no início de maio.

Desta vez, ruas que não haviam alagado no mês passado, como do bairro do São Cristóvão, acabaram inundadas pelo grande volume de água que choveu na região, mais de 150 milímetros nas últimas 72 horas. “Só para comparar, nos alagamentos do mês passado choveu 64 milímetros, agora choveu quase três vezes mais”, explica o secretário de serviços urbanos de Penha, João Batista Porto.

A situação só não foi pior devido as obras de limpeza e ampliação de valas na Praia de Armação, segundo o secretário. Mas apesar de não ter alagado nas ruas Valdomiro Bernardes, Garcia, e adjacências, desta vez as inundações vitimaram uma quantidade maior de ruas, nos bairros do São Cristóvão, Santa Lídia, Gravatá, Armação, Nossa Senhora de Fátima e Centro. Pelo menos 20 famílias ficaram desalojadas.

“Quando chove 150 milímetros não dá para prometer o fim dos alagamentos, mas a situação pode ser amenizada a partir da implantação do plano de macrodrenagem que está sendo elaborado pela prefeitura”, explica João. O governo municipal pretende implantar galerias, ampliar valas, fazer um canal extravasor e uma lagoa de contenção a fim de resolver os problemas de escoamento de água da chuva na cidade. “Para isso precisamos obviamente de tempo e de recursos”, observou o secretário. As obras pretendidas pela prefeitura seriam de até 10 milhões de reais em investimento, dinheiro que o governo pretende captar junto aos governos federal e estadual e até de financiamento, se for necessário.

Enquanto essas obras não acontecem, a prefeitura está dando prioridade para a manutenção e limpezas das valas de escoamento de água da chuva, além dos reparos da rede de captação pluvial: “Temos uma tubulação muito velha, que ficou sem manutenção por muitos anos, precisando ter tubos substituídos, além do problema do entrocamento, onde tem tubo, mas a água não tem como escoar, como acontecia naquelas ruas da Praia de Armação. Daí fica impossível realmente não alagar”, comentou o secretário. “A medida que conseguirmos pôr em dia a limpeza das valas e instalação da nova tubulação, podemos amenizar parte da situação, impedindo que alague com chuvas de menos intensidade, por exemplo”, finalizou.