Postado dia 11/10/2017 às 19h02 - Atualizado em 17/10/2017 às 19h15

Secretário Nacional da Pesca visita Penha e conversa com pescadores

Prefeito e demais autoridades locais fizeram reivindicações em nome da comunidade
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Penha

Esteve em Penha, na tarde da última terça-feira, dia 10, o Secretário Nacional da Pesca, Deivison Franklin de Souza, que veio conhecer de perto a realidade dos pescadores locais. Ele foi recepcionado pelo Prefeito Aquiles da Costa, o Vice-Prefeito Lindomar Schulle, o Secretário de Pesca e Agricultura de Penha Fabiano Nunes, além da Presidente da Câmara Municipal Maria Juraci Alexandrino, e os vereadores Isac da Costa, Maurício Brockweld e Luiz Américo Pereira.

As autoridades locais apontaram para o secretário as principais reivindicações dos pescadores artesanais do município: a mudança do defeso do camarão, a alteração ou suspensão da portaria 445, a construção de molhes e atracadouros.

Além das lideranças políticas locais, Deivison fez questão de conversar com alguns pescadores, os quais encontrou primeiro na ponte do Rio Gravatá, e depois no trapiche da Praia de Armação do Itapocorói: “Pretendo executar meu trabalho ouvindo a comunidade em primeiro lugar”, garantiu o secretário nacional que assumiu a pouco tempo esta função. Para os pescadores, a necessidade mais urgente é mudar as datas em que a pesca do camarão é proibida, devido ao defeso de uma das espécies. “A data do defeso determinada pelo IBAMA está errada”, acredita o presidente da Colônia dos Pescadores de Armação, André João Martins, o popular “Dé”.

Foi comentado que existe estudo feito pela UNIVALI que apontaria outras datas para o defeso das espécies capturadas em Penha, o qual o secretário nacional disse que poderia, através de nota técnica, liberar a pesca do camarão nos meses propostos pelos pescadores, tendo em mãos esse embasamento. O prefeito Aquiles afirmou que iria buscar junto a UNIVALI e demais órgãos se existem os estudos nesse sentido e encaminharia a secretaria nacional da pesca, pleiteando pela mudança.

“Uma coisa que o governo federal tem que entender é que uma coisa é a pesca industrial e outra coisa é a pesca artesanal. Não pode ter uma mesma lei para ambas”, disse o prefeito. Aquiles também expôs o problema dos pescadores que usam o Rio Gravatá, onde quando a maré está baixa, dificulta a entrada ou saída de embarcações, e por isso precisaria de um molhe. Também solicitou molhes nas praias de Armação e São Miguel, que poderiam inclusive ter atracadouros para embarcações, tirando os barcos da faixa de areia da praia. Por último e não menos importante, o prefeito de Penha comentou sobre a necessidade do governo federal liberar recursos para a dragagem e desassoreamento do Rio Irirí, o que também seria fundamental para os pescadores daquela região.