Postado dia 05/01/2017 às 16h31 - Atualizado em 06/01/2017 às 14h28

Aquiles determina choque de gestão na prefeitura de Penha

Prefeito vai reduzir 30% do próprio salário, de vices e secretários, entre outras medidas
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Penha

O primeiro dia de expediente do novo prefeito de Penha, Aquiles José Schneider da Costa (PMDB), começou com uma reunião de gabinete reunindo seus secretários e demais responsáveis pelas pastas do governo municipal. O prefeito explicou sua decisão de aplicar uma política de austeridade econômica nos primeiros seis meses de governo, devido tanto a situação financeira do país quanto as condições em que recebeu a administração pública municipal.

Com apenas 80 mil reais deixados em caixa, pagamento de dívidas, maquinário quebrado, prédios deteriorados e necessitando de reparos urgentes, o orçamento previsto para este é menor do que o que foi aplicado no ano passado – contradizendo a tendência comum de crescer todos os anos, o que continuou a se repetir com os municípios da região, mas não com Penha. Para piorar, a própria inflação determina maiores gastos com educação e saúde que no ano passado, pelo menos para manter o que já era oferecido – e a nova administração pretende ampliar esses serviços.

“Temos imensos desafios, e os primeiros meses vão ser o mais difíceis”, avisou a sua equipe de governo. “Teremos que economizar cada centavo que pudermos, e para tanto precisamos dar o exemplo aos servidores”, conclamou.

No sentido de unir os funcionários públicos no objetivo comum de recuperar a estrutura financeira da prefeitura, o prefeito convocou uma reunião com todos os servidores nesta terça-feira, dia 03. Além de pedir que ajudassem no saneamento de gastos públicos, Aquiles falou da necessidade de humanizar a gestão, dando um atendimento de excelência de qualidade aos moradores. Também adiantou que a austeridade seria recompensada com a economia necessária para reunir os recursos que a administração precisa para, por exemplo, iniciar uma política de recuperação salarial da categoria, que já está defasada há quatro anos por não receber reajustes na última administração.

“É hora de guardarmos as bandeiras partidárias e nos unirmos em busca do bem coletivo”, falou aos funcionários. “Não existe varinha de condão, não podemos num passe de mágica resolver tudo que está errado. Mas não podemos continuar com as mesmas práticas e esperar um resultado diferente. É preciso mudar o modo de governar, e precisamos passar juntos por esse momento difícil, mas unidos conseguiremos fazer um município mais forte”, discursou.

A principal economia, Aquiles espera fazer com cargos e salários dos cargos comissionados. Seis secretarias não terão secretários, mas diretores, a maioria servidores efetivos de carreira, que irão responder pelas pastas. O número de diretores, coordenadores e chefes de setor, aliás, também é bem menor que da administração anterior.

A fim de dar o exemplo, o prefeito, vice-prefeito e secretários estão abdicando de 30% do seu salário, pelo menos nos seis primeiros meses do novo governo. “É uma ação norteada não tanto pelo valor que economizaremos com essa renúncia, mas pelo gesto. Não podemos cobrar austeridade e economia dos nossos servidores, se nós não damos o exemplo”, disse Aquiles.

O prefeito também já ordenou que fosse feita a revisão de todos os contratos de locação, para renegociar o valor dos aluguéis de prédios de particulares ocupados por órgãos públicos, bem como outros que irão cessar, devido a própria redução da folha, que diminui também despesa com instalações e equipamentos. A perspectiva com essa redução de gastos com a folha, renegociação de contratos de serviços e aluguéis e racionalização com gastos de combustível, telefone, material e energia elétrica é de 2,5 milhões de reais.