Postado dia 26/09/2017 às 02h33 - Atualizado em 28/09/2017 às 19h23

Polícia investiga denúncia que médicos bateriam ponto e não estariam trabalhando em Balneário Piçarras

A Polícia Civil investiga médicos suspeitos de bater o ponto e não trabalhar em Balneário Piçarras. A delegada Danielle Gonzalez suspeita que pelo menos 15 profissionais da rede municipal não cumpriam a carga horária dos contratos, segundo afirmação feita no telejornalismo local da rede NSC.

A investigação começou com uma denúncia anônima no Ministério Público. A promotoria criminal pediu para que a polícia abrisse um inquérito.

A CPU de um computador e caixas de documentos com prontuários de pacientes que estavam na Secretaria de Saúde e no Pronto Atendimento foram apreendidas nesta segunda-feira (25), em um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Civil.

A investigação considera atendimentos desde o início do ano passado - quando a Secretaria de Saúde não tinha o sistema de ponto eletrônico. Mesmo assim, a delegada diz que alguns médicos não registravam manualmente a entrada e a saída no cartão ponto.

Depois que o sistema biométrico foi implantado, há cerca de 10 meses, a presença é registrada com a digital. Só que para Polícia Civil isso não prova que os médicos ficavam nas unidades.

"Eles tinham um horário a cumprir, que partia de 20 horas semanais, por exemplo, e alguns não cumpriam nem 20% do horário", afirma a Danielle.

A Secretaria de Saúde diz que tem 43 médicos para atender na rede municipal. Desses, a maioria tem contratos anuais. Os especialistas com carga horária de 20 horas por semana e os clínicos gerais com 40 horas.

O secretário nega qualquer fraude. "Eu acho que essas provas, que eles pegaram hoje, desses pronturários, não procedem. O médico vir bater ponto, se ausentar e depois voltar para bater o ponto na saída, isso não procede", afirma o secretário de saúde, Vinicio José Santos.

O secretário não é alvo da investigação, mas a delegada investiga se outros funcionários alteravam o ponto dos médicos - o que a prefeitura diz ser impossível.