Postado dia 10/02/2017 às 10h17 - Atualizado em 13/02/2017 às 10h38

Prefeitura é obrigada a descartar 400 quilos em medicamentos vencidos

Remédios adquiridos na gestão anterior estavam com prazos de validade vencidos
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Penha

A falta de medicamentos nas unidades públicas de saúde foi por muito tempo alvo de muitas reclamações em Penha. A nova gestão da secretaria municipal de saúde encontrou a farmácia da rede municipal em péssimas condições de salubridade, com vários medicamentos vencidos, e outros faltando.

Após um levantamento feito pelo controle de almoxarifado da secretaria de saúde foram constatados praticamente 400 quilos de remédios já vencidos. Muitos dos quais os moradores vem procurando e não encontrando desde junho do ano passado, como é o caso do antibiótico amoxicilina – 500 frascos do medicamento tiveram que ser descartados pela prefeitura, pois a lei manda que remédios vencidos sejam incinerados. Serviço pelo qual a administração pública também tem que pagar.

Outro medicamento que vem fazendo falta na rede pública de saúde de Penha é o ibuprofeno: 11 caixas do antiflamatório, passando da data de validade, foram encontradas no depósito de remédios da secretaria. É o mesmo caso de 3 mil caixas de fitas para testes de diabetes.

“O prejuízo é de cerca de 50 mil reais”, lamenta o secretário municipal de saúde e vice-prefeito Lindomar Schulle. Com esse levantamento do acervo da farmácia municipal, no entanto, somado a um estudo de demanda feito diretamente no atendimento junto ao público, a secretaria de saúde já começou o processo licitatório para a compra de remédios, cuja distribuição aos pacientes deve ser regularizada em março. “Estamos fazendo tudo conforme a lei e por conta disso estamos nos dedicando ao máximo para que tudo se normalize o quanto antes for possível”, explica o secretário.

Mais imediata vai ser a compra do material para atendimento direto dos pacientes nas unidades de saúde e pronto-atendimento 24 horas: devido a situação de emergência, a secretaria está fazendo a compra direta de medicamentos e materiais médicos como sondas, gazes, soro fisiológico, dipirona, espéculos, papel cirúrgico, lençóis descartáveis, água oxigenada, entre outros. “Pegamos a rede pública de saúde sem condições nem de fazer curativos”, relatou Lindomar.