Postado dia 19/07/2016 às 16h24 - Atualizado em 21/07/2016 às 15h04

Surto de caxumba em escola preocupa pais e professores

O colégio Estadual Manoel Henrique de Assis, no centro de Penha, registrou 12 casos de alunos com caxumba em apenas uma semana. Há mais três casos suspeitos e todos atingem estudantes com idade entre 15 e 17 anos. O aumento de infectados preocupou os professores, que pedem que as aulas sejam suspensas para evitar mais contágios.

O primeiro aluno infectado teria aparecido há 10 dias, na turma do segundo ano do ensino médio. Em seguida, mais três casos foram notificados na mesma sala. Desde então, o número de estudantes com caxumba passou para 12, todos da mesma turma. Na última sexta-feira, mais três casos foram informados pelos pais dos alunos, mas aguardam a confirmação da vigilância epidemiológica. Dois alunos são do primeiro ano e um do terceiro ano do ensino médio.

A Gerência de Educação da Agência de Desenvolvimento Regional de Itajaí (ADR) já foi informada da situação, mas não autorizou a suspensão das aulas. O gerente de Educação Ken Ichi Becherer confirma que ficou sabendo dos casos de caxumba e promete visitar a escola. “Eu só posso tomar a ação de suspender as aulas junto com a equipe técnica. Hoje à tarde vamos encaminhar uma equipe do departamento pedagógico e, junto com a secretaria de Saúde, para saber qual atitude vamos tomar”, comenta.

Ken informa que já teve outros casos de caxumba em escolas municipais da região, mas não um surto, como em Penha. “Ficamos impressionados, 14 crianças com caxumba numa mesma unidade escolar e numa mesma sala é um caso atípico”, diz. A preocupação em suspender as aulas é com o ano letivo. Ken informa que as férias escolares começam no dia 22, ou seja, na próxima semana.

A vigilância epidemiológica de Penha ainda não recebeu a confirmação dos casos de caxumba. A enfermeira Jaine Luci Spricigo conta que recebeu a informação da direção da escola e que seriam apenas oito alunos. Até agora nenhuma unidade de saúde do município notificou a vigilância sobre a doença. “Se realmente for todos estes casos se considera um surto, mas vamos averiguar pra ver se confirma mesmo”, diz.

Os sintomas
A caxumba causa febre, calafrios, dificuldades de mastigar e engolir, fraqueza por falta de alimentação e o aumento das glândulas salivares próximas ao ouvido, que podem inchar um ou os dois lados.
Uma unidade de sáude deve ser procurada assim que os primeiros sintomas aparecerem. Caso for confirmada a caxumba, a pessoa deve ficar em repouso de sete a 10 dias, pois não há medicamento para tratar. Em 5% dos casos de caxumba, quando não tratada, a doença pode evoluir para uma meningite viral.

A primeira dose da vacina contra a caxumba deve ser tomada com um aninho e o reforço com um ano e três meses. Acima dos 20 anos é recomendável que a pessoa tome mais uma dose. A vacina é a tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e a rubéola. Pessoas que não tem carteira de vacinação devem procurar um posto de saúde para tomar a dose. A vacina está disponível em todas as unidades de saúde. Para evitar a contaminação, não se deve ficar em ambientes fechados, é preciso cuidar com a higiene das mãos, pois o vírus é transmitido pela saliva. Manter a imunidade alta, beber bastante líquido, ter uma alimentação balanceada e fazer exercícios físicos.