Postado dia 11/05/2017 às 10h25 - Atualizado em 12/05/2017 às 13h21

Polícia Federal investiga contrabando e uso de produto químico em camarões

Seis mandados de prisão, seis de condução coercitiva e 21 mandados de busca e apreensão foram expedidos para Barra Velha, Piçarras, Penha e Itajaí.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (11) na região de Joinville a Operação Tripoli, com o objetivo de investigar o contrabando de camarões da espécie Pleoticus müelleri, cuja importação está proibida no Brasil desde 25 de outubro de 2013. Possíveis fraudes no processamento de pescados também são investigados.

São cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva, um de prisão temporária e seis de condução coercitiva, todos expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Joinville. Participam da operação cerca de 140 policiais federais, além de servidores do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e da Receita Federal, em Barra Velha, Balneário Piçarras, Penha e Itajaí.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram a partir de uma fiscalização realizada por servidores do MAPA, em setembro de 2015, nas dependências de uma das empresas envolvidas no esquema, em Barra Velha. Naquela ocasião, foram apreendidos cerca de 400 kg de camarões Pleoticus müelleri, que são provenientes da Argentina.

Também foram verificados outros atos ilícitos, como o uso indevido do selo do SIF (Serviço de Inspeção Federal), que passa ao consumidor a falsa informação de que o produto foi processado por empresa inspecionada, quando isso na verdade não ocorreu.

Servidores constataram, ainda, a utilização da substância tripolifosfato de sódio com o objetivo de agregar água ao camarão, de forma a propiciar ganho artificial de peso. O nome da operação é uma referência a tal composto químico.

Peritos criminais federais coletaram amostras dos produtos para exames, com o fim de corroborar as provas produzidas com as apreensões já realizadas. Os investigados, na medida de sua participação, responderão pelos crimes de contrabando (reclusão de um a cinco anos), uso indevido de selo ou sinal (pena de dois a seis anos de reclusão), de emprego de substância não permitida (pena de um a cinco anos de reclusão), entre outros.